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Paracetamol, autismo e a panaceia presidencial: quando a bravata encontra a evidência (e perde)
10 de
Novembro de 2025.
Melania Maria Ramos de Amorim
O episódio mais recente do melodrama anticientífico não surpreende: Donald Trump voltou ao centro do palco ao afirmar que o paracetamol usado na gestação “levaria” ao autismo e, de quebra, acenar com o ácido folínico (leucovorina) como “cura” para o transtorno do espectro do autismo (TEA).
A mistura é perfeita para manchetes:
um vilão cotidiano, um bode expiatório conveniente — as mães — e a promessa de redenção farmacológica. O que falta é o detalhe que sustenta a prática clínica: evidência robusta, obtida por método adequado e interpretada com senso de proporção.
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